🎙️ Podcast Saber Animal #002 – Notícias

Ilustração do artista Leandro Franco com um grupo jumentos sendo protegidos por ativistas de homens agressores representandos na figura de um vaqueiro, um homem com saco de dinheiro, um homem com uma faca e um sertanejo.
Leandro Franco

No episódio de hoje, falaremos sobre a Beluga que foi vista na Noruega com equipamento preso ao corpo e sobre o uso de animais na Primeira Guerra Mundial. Na sequência, falaremos sobre uma forma de destruição de nossos ecossistemas que já está em curso acelerado e que passa um tanto despercebida.

Falaremos, ainda, sobre os ativistas que foram presos em Londres por protestarem em favor do planeta, sobre a ausência de proteção dos animais nas estradas brasileiras e, finalmente, traremos uma notícia reconfortante na causa animalista abolicionista!

Apresentação: Vanice Cestari / Edição de áudio: Fabio Montarroios. Produção: Vanice Cestari / Roteiro: Fabio Montarroios e Vanice Cestari.


BELUGA COM EQUIPAMENTO PRESO AO CORPO

Pescadores noruegueses encontraram uma beluga com uma espécie de cinta para fixação de uma câmera (dessas do tipo GoPro). As autoridades da Noruega suspeitam que o animal tenha escapado de algum tipo de instalação militar russa de treinamento animal. Na cinta havia a suspeita inscrição “Equipe São Petersburgo”. A situação não ficou clara e, convenhamos, se se trata mesmo de um animal vindo de um centro de treinamento militar seria óbvia demais a inscrição com um nome de uma cidade russa e que, ainda que seja o caso, ela provavelmente estaria escrita com o alfabeto russo e não no ocidental como é possível ver em vídeo divulgado amplamente há poucos dias.

Mas os russos têm um histórico de uso de animais para fins militares, então, não é algo a se descartar totalmente. E aqui cito um trecho da matéria do jornal El País sobre o caso:

“A [antiga] União Soviética usou uma base em Sebastopol na península da Crimeia durante a Guerra Fria para treinar mamíferos com fins militares, como a busca de minas e outros objetos e a colocação de explosivos. Chegaram a ter um programa de treinamento de golfinhos. A instalação na Crimeia foi fechada após o colapso da União Soviética [em 1989], ainda que relatórios anônimos pouco depois da anexação russa da Crimeia indicassem que [ele] havia [sido] reaberto.”

Os americanos também já fizeram o mesmo com focas e golfinhos, também durante a Guerra Fria, para buscas, reconhecimento e identificação de armas em alto mar. Nesse sentido, os animais sofrem seja qual for o lado em que estiverem das guerras protagonizadas pelos humanos.

O uso de animais por exércitos não é novidade, ele já se se deu de modo intenso, por exemplo, na 1ª Guerra Mundial.

Referências:

El PaísNoruega teme que essa beluga seja uma arma de espionagem russa – Abr/19

TodayWeaponized Whale? Beluga May Have Been Trained By Russians – Abr/19


ANIMAIS NA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Dezesseis milhões de animais foram, contra sua vontade evidentemente, para zonas de batalhas na 1ª Guerra Mundial (que aconteceu entre os anos de 1914 e 1918). Esse número é assombroso, mas, mesmo assim, pouco se falou disso nos livros de história. Eu mesmo, nunca tinha me dado conta disso. Esse artigo de opinião de Philip Hoare, no jornal britânico The Guardian apareceu, para mim, como uma grande revelação: os animais, que já eram explorados das mais variadas formas, tiveram o mesmo destino numa guerra ainda em processo de modernização, ou seja, com o início do uso de metralhadoras, aviões, submarinos e novas táticas militares. Nesse sentido, os animais ainda desempenhavam funções para as quais não haviam soluções tecnológicas: eles carregavam equipamentos, serviam como mensageiros, ajudavam a espantar a solidão de soldados moribundos, detectavam a presença do mortal gás mostarda etc. Outros tinham uma função “menos” cruel: eram mascotes e com a função de não deixar a moral das tropas caírem ante as aflições da barbárie que as guerras são.

A lista de animais que desempenharam algum papel na Grande Guerra não é pequena:

  • Pombas, como mensageiras
  • Cães, para transporte, mensagem e companhia
  • Porcos, como mascotes
  • Canários, como detectores de gás mostarda
  • Cavalos e Mulas, como transporte
  • Burros, como transporte e companhia no tratamento de soldados transtornados
  • Patos, para treinamento de tiro
  • Baleias, por se parecem com submarinos quando vistas de cima, era melhor bombardeá-las por precaução e o seu abate também fornecia óleo de baleia que teria diversas finalidades: óleo de rifle, combustível para fornos de trincheira, óleo para proteção dos pés, glicerina para produção de bombas
  • Golfinhos, também para a extração de óleo

Vendo essa lista, parece estarmos diante de absurdos e ações sem sentido que agora soam como exceção ou uma simples curiosidade entre tantas notícias mundo à fora. Mas a indústria que explora os animais (qualquer indústria: a da carne, a automobilística, a farmacêutica etc) se expandiu ainda mais ao longo do século XX com a predominância do capitalismo e do American way of life. O comunismo ou o socialismo, vale dizer, não seriam garantia alguma de liberdade para os animais. Daí que o uso dos animais nas guerras é, como diz o autor, uma mancha na nossa consciência. Só que me parece que ela é só mais uma mancha, pois, como a notícia da Beluga que provavelmente escapou de um campo de treinamento militar russo, as atrocidades contra os animais continuam, mesmo sem o pretexto, igualmente injustificável, de uma guerra.

Esse artigo, de 2018, tem mais de 300 comentários. Os mais votados são um show de horror, ou seja, esse fenômeno de opiniões abjetas em grandes quantidades em portais de notícias é mundial; não se trata só do G1, portanto. As opiniões que buscam isentar os atos humanos (os nossos como humanidade), ou que simplesmente alegam não ter relação com algo ocorrido há tanto tempo, predominam. Isso não deixa de ser uma pequena amostra do impacto que esse tipo de notícia e opinião tem sobre as pessoas… Porém, felizmente, algumas pessoas ressaltaram que os animais, como o autor deixa implícito ao propor que eles deveriam ser mais homenageados, não são heróis, porque eles não escolheram ir para a guerra nos ajudar a vencer… Eles foram levados à força, e morreram e sofreram como todas as outras vítimas. Animais não praticam atos heroicos: eles apenas morrem ou aliviam a nossa morte justamente por não terem ambições como, por exemplo, sobrepujar e destruir uma nação inteira. O que os animais teriam a ver com isso?

Referência:

The GuardianThe animal victims of the first world war are a stain on our conscience – Nov/18


COLAPSO DOS INSETOS, AQUECIMENTO GLOBAL E SUAS IMPLICAÇÕES DESPERCEBIDAS

Os efeitos do aquecimento global são muito mais catastróficos do que alguns imaginam. Os negacionistas climáticos ou ainda os que deixam o tema de fora da sua lista de preocupações não tem a menor ideia do perigo iminente que nos assola.

O declínio vertiginoso das populações de insetos até mesmo em regiões protegidas, indica que essa situação de perigo vai além do uso de pesticidas e agrotóxicos e além da perda de habitat pela agricultura intensiva.

A tomada de uma série de medidas emergenciais e duradouras ou permanentes, se fazem necessárias, como a adoção de políticas públicas de preservação à vida dos insetos, adoção de medidas eficazes a se refrear o aquecimento global.

Outra medida importante é a proibição de inseticidas na agricultura, tal qual fez a União Europeia anos atrás na tentativa de colocar fim ao extermínio das abelhas. Ao que parece, no Brasil, dificilmente veremos alguma iniciativa partindo dos governantes nesse sentido, especialmente no setor agropecuário (somos o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, inclusive aqueles já banidos em outros países e continuamos a eleger parlamentares da bancada ruralista). Em 2018 houve um recorde histórico de venenos liberados pelo agronegócio. Foram aprovados 450 registros de agrotóxicos no governo de Michel Temer e a Sra. Tereza Cristina, a chamada “musa do veneno” assumiu no atual governo federal o comando do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, já tendo sido liberado só neste ano e até o momento mais de uma centena de novos agrotóxicos que, evidentemente, também trazem impactos severos na saúde animal (seja humana ou não humana) – além da ambiental pela contaminação do solo, da água e do ar.

Não só os moradores e trabalhadores do campo são diretamente atingidos com a chuva de veneno, mas os animais “de produção”, além dos peixes, que são mortos para o consumo de suas carnes também estão sendo envenenados. As carnes e os derivados de origem animal, ovos e laticínios, são mais contaminados por agrotóxicos do que os vegetais, conforme apontam diversos estudos médicos na literatura internacional.

Referências:

The GuardianInsect collapse: ‘We are destroying our life support systems’ – Jan/19

The GuardianPlummeting insect numbers ‘threaten collapse of nature’ – Fev/19

Agrotóxicos: alimentos de origem animal são mais contaminados do que os vegetais. Por Eric Slywitch


ATIVISTAS PRESOS EM LONDRES POR PROTESTOS EM FAVOR DO PLANETA TERRA

E uma notícia interessante também para comentar nesse episódio, é sobre as milhares de pessoas que estão fechando vias importantes em Londres (e de outras cidades europeias) para forçar, nesse caso, o governo britânico a se comprometer com a emissão zero, até 2025, de gases que agem sobre o aumento do efeito estufa. O protesto é pacífico (usando apenas a desobediência civil como estratégia de ação) e as prisões, que ocorrem às centenas, se dão com as pessoas sendo carregadas até a área em que serão detidas. Não há tiros, porradas e bombas contra os manifestantes como costuma ser muito comum no Brasil (a depender do tipo de protesto, claro).

O movimento atende por “Rebelião contra a extinção”. E, não se enganem, não se trata apenas da já visível extinção de espécies de animais e insetos, mas também da extinção da própria espécie humana! Por aqui, no Brasil, infelizmente, esse movimento ainda não chegou e, se chegar, terá o mesmo tipo de recepção por parte da imprensa e pela extrema-direita que assumiu o poder recentemente: “lá vem os desocupados”, “vão atrapalhar o trânsito”, “o comércio vai perder em vendas” etc etc etc.

Outras demandas dos vândalos, quer dizer, manifestantes, porque quando é na Europa o adjetivo é outro, são:

  • Que os governos digam a verdade sobre as mudanças climáticas em conjunto com a imprensa; e
  • Que seja criada uma Assembleia Cidadã para que ela faça parte de modo ativo das decisões governamentais em direção as reivindicadas mudanças.

Esse último tópico é interessante, porque os políticos eleitos, a princípio, são nossos representantes, certo? Afinal eles foram eleitos por voto popular para proteger o interesse público e o bem comum. Mas não é o caso aqui e no resto do mundo, onde o lobby de grandes empresas prevalece sobre qualquer outro tipo de demanda.

Mas uma novidade que talvez esteja passando batido, conforme observa o autor João Camargo, para o jornal português Público é que os ativistas envolvidos nessas ações estão dispostos a irem presos (de fato estão, como disse anteriormente) e, por isso mesmo, representam um novo tipo de “ameaça” aos governos que, novamente, buscam defender interesses, basicamente, de grandes corporações.

Vai aqui uma citação do autor sobre o assunto:

“Este tipo de acção e movimento pretende tirar das mãos dos governos e das instituições um dos maiores poderes que estes exercem sobre as populações: o poder da repressão. Se as pessoas estiverem disponíveis para sofrer as consequências legais que a acção política directa implica, pervertendo a capacidade dos governos de reprimi-las, o nível de empoderamento popular possível é alto – a exemplo de movimentos como o pela independência da Índia, pelos direitos civis nos Estados Unidos ou das sufragistas.”

Os ativistas e os movimentos progressistas, de modo geral, têm muito a aprender com a causa animal. Quem quiser pode buscar mais informações sobre a atuação dos animalistas no embate da Assembleia Legislativa de São Paulo em favor do PL-31, que buscava impedir a exportação de animais vivos para outros países (algo que infligia ainda mais sofrimento aos animais que tinham como destino a morte).

Referências:

EuronewsAtivistas apelam à desobediência civil em defesa do planeta – Abr/19

PúblicoRebelião contra a Extinção – Nov/18


URGÊNCIA DA PROTEÇÃO DA FAUNA SILVESTRE NA MALHA VIÁRIA BRASILEIRA

No Congresso Nacional tramita o Projeto de Lei de nº 466/2015 e mais três que passaram a tramitar em conjunto, o PL nº 935/2015, PL nº 5.168/2016 e o PL nº 1.963/2019, os quais basicamente dispõem sobre a circulação segura de animais silvestres na malha viária com a obrigatoriedade de adoção de mínimas medidas mitigatórias e cumulativas para se evitar o atropelamento de animais e, logicamente, os acidentes que envolvem pessoas humanas, sendo salutar a construção de passagens para a fauna nas estradas, rodovias e ferrovias brasileiras. Mais um tema importante para todos estarmos atentos a fim de pressionarmos os parlamentares para que coloquem esse importante projeto em pauta o quanto antes.

Referência:

Deutsche WelleUm pr̻mio para a prote̤̣o de animais em estradas brasileiras РAbr/19


E AGORA, UMA RECONFORTANTE NOTÍCIA!

É o tipo de acontecimento que faz com que possamos tomar um fôlego e uma dose extra de força e coragem pra seguirmos em frente na defesa incondicional dos animais!

Depois de intensa mobilização de ativistas e defensores dos direitos animais, em novembro de 2018 a Justiça Federal da Bahia concedeu liminar proibindo o abate de jumentos no estado e um mês depois, a Justiça Federal de São Paulo proibiu, também liminarmente, o abate de jumentos em todos os estados do Nordeste, além do estado da Bahia.

Conforme divulgado pela Frente Nacional de Defesa dos Jumentos (que é um movimento social composto por ONG’s animalistas, ativistas independentes e profissionais diversos), os animais estavam sofrendo maus-tratos numa fazenda arrendada por chineses no estado da Bahia, inclusive fêmeas prenhes e filhotes vinham sendo mantidos em condições cruéis, sem acesso à água, alimentação e cuidados veterinários, onde centenas deles morreram de sede e inanição à espera de serem abatidos a fim de terem suas peles arrancadas para comércio com o mercado chinês, pois da pele do jumento se produz uma gelatina (chamada ejiao) para uso da medicina tradicional chinesa sob a crença de conter excelentes propriedades curativas.

O alto preço desse produto, faz os consumidores desavisados acharem que, se é caro, deve funcionar! A Frente Nacional de Defesa dos Jumentos informa que os consumidores desse produto ficariam desapontados se soubessem a verdade: o que eles compram como um “remédio milagroso” tem menos nutrição do que um repolho. Informações constantes de relatório investigativo preparado para a Humane Society International apontam ainda que, em fevereiro de 2018, a Comissão Nacional de Saúde e Planejamento Familiar oficial da China aconselhou os consumidores que a
ejiao “não vale a pena comprar” e apesar de suas muitas alegações de saúde é apenas… pele de jumentos cozida!

A Comissão que opera a linha oficial de aconselhamento e informação médica chegou a tuitar que o produto “não é uma boa fonte de proteína” e suas alegações de saúde foram, na melhor das hipóteses, exageradas. Além disso, em uma inspeção aleatória realizada em 2015, dois lotes de amostras da gelatina de jumento, tinha um teor de impurezas inorgânicas e substâncias nocivas, como chumbo, cromo, mercúrio, arsênico e outros. A ingestão prolongada dessas substâncias nocivas pode causar distúrbios do sistema imunológico, danos aos sistemas nevrálgico, endócrino, danos ao fígado e rins, pode causar câncer. O cromo, embora seja um microelemento necessário para o corpo humano, causará doenças, incluindo dermatite, gastroenterite hemorrágica, insuficiência renal aguda e câncer de pulmão, se tomado em quantidades excessivas.

Esse tipo de atividade econômica cruel e exploratória, caso continuasse, colocaria a espécie em risco de extinção em até quatro anos, situação semelhante à de outros países que também romperam o comércio dos jumentos com a China, seja para fabricação da gelatina, seja para o consumo da carne, especialmente nas regiões do norte da China.

Segundo notícia publicada no jornal El País em outubro de 2016 sob o título “China importa milhões de burros para usar na medicina tradicional”, vários países africanos proibiram a exportação de seus asnos por causa do furor no país asiático pela gordura da pele desses animais que ameaçava dizimar seus rebanhos.

Conforme informações da Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, a fazenda no estado da Bahia, localizada no município de Canudos, era um dos campos de concentração para onde os jumentos eram levados de vários estados do Nordeste, em desacordo com as normas legais e administrativas. Há relatos de captura de animais abandonados nas estradas e aquisição de animais de pequenas propriedades rurais, com transportes longos e diários desses animais que eram provenientes dos estados da Paraíba, Piauí, Maranhão e Pará para a realização do abate nos frigoríficos na Bahia.

Felizmente, existe a dificuldade em criar esses animais em escala industrial, o que acaba sendo um obstáculo para a continuidade de sua exploração rumo ao corredor da morte.

A luta pela vida, liberdade e dignidade desses animais inteligentes e sensíveis, escravizados há séculos e que já contribuíram tanto com os humanos tendo sido usados para além de suas forças físicas, para montaria e transporte de todo tipo de carga que se possa imaginar no desenvolvimento do Nordeste e do Brasil, continua. Por isso, livrá-los definitivamente da fila do matadouro e das garras dos políticos e empresários inescrupulosos será, sem dúvida, uma vitória histórica para a causa animal.

E por falar em história, a Frente Nacional em Defesa dos Jumentos lembra da importância histórica desses animais no Brasil que está não só relacionada a questão econômica e cultural, mas também ao vínculo afetivo estabelecido entre os trabalhadores do sertão com esses animais. Segundo relata o grupo animalista, os trabalhadores do sertão estabeleciam com os jumentos uma relação de companheiros de trabalho, onde juntos passavam fome, porém, nunca cogitaram a possibilidade de incluí-los no rol de alimentos. Portanto, concluem, que “não seria agora – em face de um processo de mudança de paradigma no que tange os direitos dos animais – infringindo todo o movimento mundial de reconhecimento da senciência animal e exigência de uma relação ética com os demais animais, que o Brasil passará a executar tal prática e/ou conceder esse direito a outros países”.

Precedentes importantes já foram conquistados com a suspensão do abate dos animais sobreviventes que foram resgatados.

Em março deste ano, a União Federal e o estado da Bahia foram intimados pelo Poder Judiciário a dar assistência e proteção aos jumentos com a garantia de abrigo, alimentação, cuidados diários necessários e assistência médica veterinária aos animais que estejam nos municípios baianos. A decisão judicial aguarda cumprimento do Poder Público.

Em abril passado, mais uma vitória foi alcançada. O Tribunal Regional Federal da Primeira Região negou o recurso judicial de um dos frigoríficos que realizava o abate de jumentos e manteve a liminar que proíbe o abate desses animais em todo o estado da Bahia!

Enquanto isso, os jumentos resgatados que permanecem sob a tutela do Fórum Animal seguem necessitando de ajuda dos ativistas e simpatizantes da causa para que a subsistência deles seja garantida até que finalmente possam ser liberados pelas autoridades públicas e encaminhados à adoção segura e responsável.

Os custos envolvidos para assistência e cuidados dos 800 animais são bastante elevados e a cada 4 ou 5 dias é preciso comprar feno para os animais se alimentarem.

A Frente em Defesa dos Jumentos criou uma campanha de financiamento coletivo onde é possível colaborar com doações mensais, com sugestão a partir de R$ 10,00, cujo link nós deixaremos aqui na descrição do podcast caso alguém sinta vontade em auxiliar. Também é possível se candidatar para adotar um jumento ou ainda divulgar a causa para que chegue ao conhecimento de mais pessoas que possam apoiá-la.

Deixaremos também o link das redes sociais da Frente onde é possível conferir estas e outras informações adicionais.

Paralelamente a mais essa árdua batalha no ativismo animalista, tramita na Câmara dos Deputados o PL de nº 1.218/2019 que torna o jumento patrimônio nacional, visando proibir o seu abate em todo o território nacional. Outra forma de ajudar é pressionar o Deputado Federal Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, para que coloque esse Projeto de Lei em pauta para votação.

Música: Eline Bélier. Letra: Maga Lee e Eline Bélier.
Animação: Leandro Franco

Referência:

Frente Nacional de Defesa dos Jumentos:


Músicas:

Kingdom animalia (Lewie Day), Tornado Wallace

Putin’s demise (Basil Poledouris), Basil Poledouris

All quiet on the western front: Act II – Scene 2: Interlude (Nancy Van de Vate), Toshiyuki Shimada

Earth alone (Michael Brook), Michael Brook

2 insect Pieces: 2. The Wasp (Benjamin Britten), András Schiff

Apologia ao jumento (O jumento é nosso irmão), Luiz Gonzaga

O Jumento (Chico Buarque, Luis Bacalov, Sergio Bardotti), Os Saltimbancos

Deixe em Paz o Jumento (Eline Bélier e Maga Lee), Eline Bélier e Maga Lee

(Em agradecimento a Eline Bélier pela música gentilmente cedida).